A 4ª Marcha do Orgulho LGBTQIA+ acontece neste sábado (9), às 14h, na Praça Crésio Dantas Alves, conhecida como Praça da Normal, em Vitória da Conquista. Este ano, o evento conta com oficinas de formação, apresentações artísticas e feira de economia criativa.
O coordenador do ato, Anderson Rocha, conta que a marcha surgiu em articulação entre amigos, no intuito de fazer eventos voltados à população LGBTQIA+ e se organizar como movimento social. Em 2022, após a pandemia da Covid-19, o movimento foi retomado com um carro de som na Avenida Olívia Flores, na zona leste da cidade, o que teve grande repercussão.
Anderson afirma que a maior dificuldade para viabilizar o evento é encontrar parcerias. “Vitória da Conquista ainda é uma cidade difícil de fazer festas populares de rua. Além disso, quando é para a população LGBT, nós temos dificuldade de apoio de algumas marcas do comércio local”, relata.
A edição deste ano oferece oficinas e atividades na sala multiuso do Centro de Artes e Esportes Unificados J. Murilo (Praça CEU), localizado no bairro Alto Maron. Nesta sexta-feira (8), terá a oficina de “Vogue Femme e Cultura Ballroom”, que será ministrada pelo dançarino Yan Quadros, às 18h30. As inscrições podem ser feitas através deste formulário.
No sábado (9), a marcha finaliza com a Feira da Diversidade, que estará aberta das 14h às 20h e reunirá mais de 20 expositores com produtos gastronômicos, de moda e outros serviços. A tarde contará com atrações artísticas, como a Banda Axé 4, puxando o trio elétrico, além de outros nomes da música pop baiana, como Yanne Lin e Mateus Costa.
No último sábado (2), foi realizada a oficina “Experimentação com Teatro do Oprimido para os debates sobre Gênero e Sexualidade”, promovida pelo grupo teatral conquistense Coletivo Poc. Já na quarta-feira (6), ocorreu a oficina de audiovisual, em parceria com o Instituto Bemmaker.
Para Anderson, a festa ganha projeção a cada edição, conquistando reconhecimento dentro e fora do município. “A gente está tentando de todas as formas ampliar e organizar, para que a marcha seja um grande evento que gere oportunidades para uma população que precisou, muitas vezes, se esconder”, completa.

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