Com um total de 64 prêmios, “Ainda Estou Aqui” atingiu um novo recorde como o longa-metragem mais premiado da história do cinema brasileiro, superando “Central do Brasil”, que conquistou 44 prêmios ao longo de mais de duas décadas.
A produção de 2024, dirigida por Walter Salles e baseada no roteiro de Murilo Hauser e Heitor Lorega, adapta o livro de Marcelo Rubens Paiva e conta a trajetória de Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, que enfrenta o desaparecimento forçado de seu marido durante a ditadura militar.
O recorde foi confirmado no Prêmio Grande Otelo de 2025, quando o filme venceu treze das dezesseis categorias em que disputava, incluindo melhor Longa-Metragem de Ficção, Direção, Atriz e Ator, além de prêmios como fotografia, trilha sonora, montagem e efeitos visuais, representando um marco para o cinema nacional, um resultado do reconhecimento crítico, da excelência técnica e do alcance cultural.
O filme estreou no 81.º Festival Internacional de Cinema de Veneza, em 1º de setembro de 2024, onde recebeu o prêmio de Melhor Roteiro, e foi lançado no Brasil em 7 de novembro, enfrentando, inclusive, tentativas de boicote sem efeito por parte de grupos da oposição política.
A resposta da crítica especializada foi bastante positiva: no Rotten Tomatoes, o filme recebeu 97% de aprovação com base em 188 avaliações; no Metacritic, obteve uma pontuação de 85/100, sendo classificado como “aclamação universal”. Além disso, também ganhou o selo Must See, que é concedido a produções de execelente qualidade, producoes recomendadas tanto para críticos quando para o público no geral.
O filme também ganhou o selo Must-See, no Metacritic. Esse selo é concedido a filmes que recebem avaliações extremamente positivas da crítica e, que deve ser assistido pelo público no geral. No cenário internacional, o filme de Walter Salles, fez história ao ser o primeiro longa-metragem sul-americano ao ganhar o Oscar de Melhor Filme Internacional.
O sucesso de bilheteira do filme reafirma o seu impacto: no Brasil, ficou em cartaz por 21 semanas e atraiu 5,8 milhões de espectadores. No exterior, foi apresentado em mais de 30 países, incluindo Alemanha, Argentina, Estados Unidos, França, Itália, México e Portugal, atingindo um público superior a 8,3 milhões de espectadores. Os números demonstram o impacto global do trabalho e também a aceitação do público em relação a uma narrativa autenticamente brasileira.
Então, “Ainda Estou Aqui” representa uma nova fase para o cinema brasileiro. O filme combina fidelidade histórica, rigor técnico e narrativa de alta qualidade, ganhando, assim, reconhecimento internacional. O filme mantém viva a memória política do Brasil e, simultaneamente, destaca o cinema brasileiro como um produtor importante no cenário global, abrindo espaço para novas produções e para a visibilidade internacional do cinema nacional.

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