Dona Beja, nova aposta da HBO Max, retrata a trajetória de Ana Jacinta de São José, mulher que rompeu padrões sociais e morais no século XIX. A personagem ganha vida na atuação da atriz Grazi Massafera.
A narrativa se passa durante o Brasil Império, na cidade de Araxá, em Minas Gerais, onde a personagem se tornou uma figura conhecida por sua beleza, autonomia e enfrentamento às normas impostas às mulheres da época.

A fama de Beja começa quando ela é sequestrada e abusada por um rico ouvidor. Após isso, decide que se tornará rica, retorna para sua cidade natal, compra um sítio e abre um bordel.
Ao abordar temas como autonomia feminina, desejo, poder e marginalização, a produção dialoga com debates contemporâneos sobre o lugar da mulher na sociedade.
Dona Beja reafirma como as mulheres sempre foram colocadas em um lugar de propriedade dos homens: submissas, desvalorizadas e enxergadas como “meras posses” de uma era patriarcal. Por isso, Beja rompeu todos os padrões, nunca aceitou ser tratada como inferior por nenhum homem; ela estava no controle.

Criticada e comentada pelas pessoas da cidade, Beja acolhe e se coloca ao lado de quem também está às margens da sociedade. Na trama, é rodeada por mulheres julgadas socialmente e tem como melhor amiga Severina, uma mulher trans.

Em paralelo à trajetória das mulheres, a novela também evidencia o Brasil em suas raízes racistas. Ambientada no século XIX, durante o Brasil Império, a trama expõe uma sociedade estruturada pela escravidão, pelo colonialismo e pela exclusão da população negra, elementos que atravessam as relações sociais e de poder retratadas na narrativa.

Dona Beja é uma novela que retrata o passado sem deixar de dialogar com o presente. A trama está disponível na plataforma da HBO Max, com cinco episódios lançados semanalmente.


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