O espetáculo “Peça para Salvar o Mundo” está com data marcada para chegar aos palcos conquistenses. Nos dias 27 e 28 de fevereiro, o público se reunirá no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima para conhecer a coprodução entre Os Satyros e a Circulus Opera.
A narrativa segue uma máquina que, em prol de salvar a humanidade, busca informações do público para solucionar problemas como crises climáticas, epidemias, intolerância social e outros desafios que impactarão o futuro da população.
Para promover uma reflexão sobre a inteligência artificial e suas possibilidades, a peça é protagonizada por um único elemento: um avatar controlado pela atriz Mariana Leme e o designer de IA generativa Thiago Capella, ambos atuando em tempo real e à distância do palco. Assim como a proposta da trama, o programa utilizado pela produção funciona em modo Machine Learning, no qual o sistema aprimora seu desempenho de maneira automática.
Inspiração que remonta à marco do Modernismo
A montagem, idealizada e assinada por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, promove uma reflexão sobre o futuro da humanidade somado aos avanços tecnológicos. Sem a presença de atores no palco, o público ajuda a dirigir uma protagonista ciborgue e iniciante na arte de ser humana.
Segundo o site da cia Os Satyros, os idealizadores da produção se inspiraram no “Manifesto Antropófago”, de 1928, do poeta Oswald de Andrade, que apresenta o conceito de antropofagia cultural; a ideia propõe que a cultura europeia seja absorvida de forma crítica, mas não imitada pela cultura brasileira.
Seguindo esse pensamento, “Peça para Salvar o Mundo” introduz o “Manifesto Tecnofágico”, que sugere a absorção crítica da tecnologia, sem se sucumbir a ela. Os ingressos estão disponíveis no Sympla, com preços de R$ 120 para inteira e R$ 60 para meia-entrada.

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